Entrevista publicada no NEXO Jornal: Bàyó Akómoláfé: ‘O mundo ainda não terminou de ser criado’

Entrevista publicada no NEXO Jornal: Bàyó Akómoláfé: ‘O mundo ainda não terminou de ser criado’

23 de julho de 2026 Off Por michelleprazeres

Quando alguém diz que precisamos desacelerar, quase sempre pensamos em soluções para nossa própria vida: trabalhar menos, fazer ioga, meditar, viajar, desligar o celular. O escritor nigeriano Bàyó Akómoláfé nos ensina outra coisa. Para ele, desacelerar não é uma técnica de gestão do estresse, nem um privilégio reservado a quem tem tempo para reduzir o ritmo de vida. É o nome que damos ao momento em que as certezas começam a falhar e o mundo deixa de caber nas categorias que aprendemos a usar para compreendê-lo.

Em uma época em que a inteligência artificial promete eficiência, plataformas digitais organizam nossos dias e a produtividade se tornou quase um imperativo moral, Akómoláfé propõe um deslocamento desconcertante: talvez o problema não seja a velocidade, mas a própria ideia de progresso que sustenta nossa experiência do tempo. 

Akómoláfé esteve em São Paulo em julho, para um evento na Casa do Povo, a convite do Instituto Toriba. Nesta entrevista, realizada antes de sua vinda ao Brasil, ele fala sobre corpos exaustos, luto, colonialismo, espiritualidade e tecnologia para defender que a saída das crises contemporâneas talvez não esteja em fazer mais (nem mesmo em fazer menos), mas em aprender a habitar as rachaduras de um mundo que já não consegue sustentar suas próprias promessas.

Leia a entrevista na íntegra.