Movimento slow é destaque no Estadão

Movimento slow é destaque no Estadão

11 de maio de 2026 Off Por michelleprazeres

Pressa não é inimiga apenas da perfeição: movimento slow cresce no mundo todo como aliado da saúde. Este é o título da reportagem publicada pelo Jornal Estadão em seu suplemento “Pulsa”, que trata de saúde e bem-estar

A professora Michelle Prazeres (PPGCOM UNIP) é uma das entrevistadas da matéria. Nela, afirma que “não é todo mundo que, num contexto de desigualdade social, pode tirar os pés do acelerador e reduzir a velocidade”.

“Na minha pesquisa, desenvolvo a ideia de cronomeritocracia. Algumas pessoas moram ao lado do trabalho. Em cinco minutos, chegam lá. Outras precisam pegar várias conduções. Levam até quatro horas para se deslocar pela cidade. A isso dou o nome de experiência temporal. Cada um vive a sua de um modo diferente. Dizem que o dia de todo mundo tem 24 horas. Isso não é verdade”, afirmou Michelle ao Estadão.

Para ela, desacelerar não é ir mais devagar. É entender que não somos máquinas, somos seres humanos. E, como seres humanos, precisamos de descanso, respiro, silêncio…

“Vivemos a cultura da produtividade tóxica. Segundo esse fenômeno cultural, estar constantemente ocupado é sinônimo de sucesso. Quando algumas pessoas dizem ‘Estou trabalhando muito’ ou ‘Não tenho tempo para nada’, elas não estão reclamando, estão se autoelogiando. No mundo em que vivemos, a pressa virou regra e a velocidade, violência. Muitos só desaceleram quando o corpo pifa”, advertiu à matéria.

A reportagem está disponível em: https://www.estadao.com.br/pulsa/mente-e-cerebro/pressa-nao-e-inimiga-apenas-da-perfeicao-movimento-slow-cresce-no-mundo-todo-como-aliado-da-saude/